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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Gatos - Parte 01

Oie!
Conforme eu disse algum tempo atrás, vou fazer posts mais... Pessoais e que não têm tanto assim a ver com o tema das fics. E hoje eu decidi falar sobre uma coisa que me descobri como perdidamente apaixonada já tem muito tempo, por pura influência da minha avó: Gatos. Esta primeira de quatro partes vai falar mais sobre o gato em si, como surgiu, o comportamento, entre outras coisas. A segunda é mais sobre como lidar com o felino. A terceira vai ser sobre o que você precisa fazer e comprar antes de adotar (Nada de comprar, hein, gente! Adotar é muito melhor e é gato do mesmo jeito!) e a última, sobre os prós e contras dos gatos.

Tem gente que torce nariz, mas a grande verdade é que, apesar de cachorros também serem uma ótima companhia, eu acho que gatos são melhores. E justamente para ressaltar os prós e contras de ter um bichano de estimação que estou escrevendo aqui. Vamos lá?



A primeira associação com os humanos da qual se tem notícia ocorreu há cerca de 9.500 anos, mas a domesticação dessa espécie oriunda do continente africano é muito mais antiga. Seu mais primitivo ancestral conhecido é o Miacis, mamífero que viveu há cerca de 40 milhões de anos, no final do período Paleoceno, e que possuía o hábito de caminhar sobre os galhos das árvores. A evolução do gato deu origem ao Dinictis, espécie que já apresentava a maior parte das características presentes nos felinos atuais. A sub-família Felinae, que agrupa os gatos domésticos, surgiu há cerca de 12 milhões de anos, expandindo-se a partir da África subsaariana até alcançar as terras do atual Egito. 

Os gatos domésticos atuais são uma adaptação evolutiva dos gatos selvagens. Cruzamentos entre diferentes espécimes os tornaram menores e menos agressivos aos humanos. Os gatos foram domesticados primeiramente no Oriente Médio nas primeiras vilas agriculturais do Crescente Fértil. Os sinais mais antigos de associação entre homens e gatos datam de 9 500 anos atrás e foram encontrados na ilha de Chipre. 
Registros encontrados no Egito, como gravuras, pinturas e estátuas de gatos, indicam que a relação desse animal com os egípcios data de pelo menos 5 000 anos.Elementos encontradas em escavações indicam que, nessa época, os gatos eram venerados e considerados animais sagrados. 
Bastet (Bast ou Fastet), a deusa da fertilidade e da felicidade, considerada benfeitora e protetora do homem, era representada na forma de uma mulher com a cabeça de um gato e frequentemente figurava acompanhada de vários outros gatos em seu entorno. Na verdade, o amor dos egípcios por esse animal era tão intenso que havia leis proibindo que os gatos fossem "exportados". Qualquer viajante que fosse encontrado traficando um gato era punido com a pena de morte. Quem matasse um gato era punido da mesma forma e, em caso de morte natural do animal, seus donos deveriam usar trajes de luto.

(Extraído: Wikipedia)





Atualmente, existem cerca de 250 raças de gatos domésticos, e dependendo do peso, é classificado como animal doméstico de pequeno ou médio porte. A média de tempo de vida é de 15 a 20 anos, apesar de a estimativa de vida ter aumentado de uns tempos para cá.

Uma curiosidade, ainda sobre os antigos egípcios, donos de gatos: Quando o bichano de estimação deles morria, para demonstrar luto, os egípcios raspavam as sobrancelhas.

A primeira coisa que me vem à mente quando penso em gatos é independência. São bichos que podem tranquilamente se virar sozinhos (Claro que, se você viajar por um curto espaço de tempo, tem que deixar comida suficiente) e ao mesmo tempo, são apegados à casa, não aos donos. (Tudo bem que toda regra tem sua exceção e a Vivi é aquela que foge à isso). São excelentes caçadores e, se você você morar em casa e quiser deixar o gato livre, leve e solto, se prepare para receber presentes... De grego. Gatos caçam baratas, ratos, lagartixas, passarinhos, entre outros, e te dão, como se dissessem: "Você é muito legal, então merece.". Detalhe: NUNCA recuse, por pior que seja; Os felinos se ofendem. (Estou falando sério. Do mesmo jeito que você pode se ressentir com alguém a quem tenha presenteado por ter recusado o que você deu, o gato 
também faz assim.). Entretanto, uma das melhores coisas que você pode fazer com o seu gato é arrumar uma fita ou até mesmo barbante. Ah! E outra coisa: Pode ser que seu gato seja que nem a Vivi e dê mais importância à coisas como tampas de garrafa de refrigerante, tampas de pia (É... A gente que sabe!) e ignore os brinquedos comprados em petshop.

O raio-x do gato:

à Os bigodes:

São como antenas e são associados ao tato do gato. São sensíveis e rapidamente detectam tudo ao seu redor. De acordo com estudos, os felinos podem inclinar os fios para baixo a fim de se orientarem quando vagam à noite em terrenos acidentados.



Vira e mexe, a gente acha um bigode da Vivi que caiu. (É que nem o nosso cabelo, que depois nasce um novinho em folha). E uma coisa que a gente sempre repara é que o fio é quase todo macio. A ponta é muito dura mesmo, como se fosse uma agulha. E esses dias, a Vivi, pasme, perdeu um com uma parte preta, bem perto da raiz.

à
Os olhos:

Os gatos não enxergam na escuridão total. Seus olhos funcionam melhor com pouca luminosidade quando comparados aos nossos. Sua córnea, pupila e cristalino são bem maiores que os nossos e contam com uma membrana celular especial que conserva a luz por trás da retina e funciona como um espelho de alta precisão. É justamente essa membrana que dá aquele brilho dourado ou esverdeado nos olhos dos gatos (E dos cães) quando alguma luz reflete nos olhos deles à noite (Como o flash de uma câmera, por exemplo). Para quem não está lembrando, é isso aqui:

O olho brilhoso não ajuda. E a Vivi (Sim, é ela!) ainda faz essa cara de poucos amigos...

à As patas:

Todo mundo já viu como são as patas de um gato, não é? Parecem travesseirinhos e, no caso específico da Vivi, são rosadas. Mas tem gatos com as “almofadinhas” pretas e isso não influencia em nada.




Em cada dedo do meio, há uma dessas “almofadinhas” que não permitem o contato direto com o solo. Ainda que não amorteçam choques, como almofadas reais, elas funcionam como um dispositivo contra atritos e antiderrapante quando o gato se move. Como quando salta, por exemplo. São muito sensíveis.


à Os dentes:

Se você já viu as fotos de dentes de leões e tigres, pode saber que os de gato não são muito diferentes. Quer dizer, a diferença principal, obviamente, é o tamanho. Mas não pense que são menos afiados e machucam menos, porque a mordida de um gato é pior que a de um cachorro, justamente pelos dentinhos serem mais finos. Além de, claro, a saliva ter mais bactérias.

Sorrisão da Vivi enquanto ela estava dormindo...
O espaço entre as presas (caninos) são perfeitos para abocanhar as vértebras da vítima e são posicionados de forma que são ideais para o tamanho de um rato. Com os dentes laterais e posteriores projetados para cortar carne, o gatinho não consegue triturar muito bem os alimentos.


à A língua:

Claro que eu não ia deixar de falar da língua de gato. Diferentemente da do cachorro, que é lisa, a do gato é mais áspera, tanto que algumas pessoas costumam comparar com uma lixa. Isso porque eles têm uma espécie de cerdas (Sim. Você leu certo!). E sendo assim, obviamente, essas “cerdas” têm a mesma função que um pente: Além de por os pelos em ordem, ainda podem desembaraçar alguns (Vejo que, vez ou outra, a Vivi costuma morder os pelos. Imagino que seja porque o embaraço tá complicado.) ou até mesmo limpar.


As "cerdas" | Aconselho a olhada nessa fanpage

à As garras:

Uma prática que é até conhecida e proibida em lugares como Reino Unido e Austrália é uma intervenção cirúrgica que remove as garras do gato. Sinceramente, acho isso o cúmulo. Imagina se sua mãe decidisse fazer isso com você?

O que é feito aqui em casa nada mais é o que a gente faz com as nossas próprias unhas: Corta. Minha mãe comprou uma tesoura específica para cortar as unhas de gato e, justamente por ela ser tão cuidadosa, a Vivi aceita ficar lá, na sua sessão de “manicure”. Se você ver que tem um gato arranhando o sofá ou até mesmo o próprio arranhador, pode saber que ele não está afiando as garrinhas. Pelo contrário; Eles estão fazendo isso com a intenção de remover a camada externa e já gasta e expor a nova unha. Claro que afia do mesmo jeito. Mas, como falei, não é bem isso que eles querem.

Como diz minha mãe... Vivi descarregando as tensões xD
Quem quiser arrumar um companheiro felino e decidir seguir o exemplo da minha mãe, tem uma recomendação para não machucar o gatinho: A unha do gato, assim como a nossa, tem uma parte rosada, não é? Então. Essa parte rosa é o limite. A minha mãe sempre corta a pontinha mesmo, por via das dúvidas. A Vivi ainda fica com as unhas compridas, mas pelo menos, não sai machucada.
 

* Os cinco sentidos:


à
 Visão:

Gatinho hipster e de óculos... Aposto que você não esperava por essa...
A visão dos gatos é binocular - Importante para os animais caçadores avaliarem com precisão a distância dos seus alvos - e é melhor que a dos cachorros. Atualmente, se sabe que os gatos, de fato, enxergam as cores, mas não dão muita atenção a elas.


à Olfato:

Não... Eu não inverti a foto... A Vivi estava dormindo assim mesmo.

As narinas do gato têm cerca de dezenove milhões de terminações nervosas farejadoras, enquanto os seres humanos têm cerca de cinco milhões. Além disso, eles têm uma estrutura incomum no céu da boca do felino: O órgão de Jacobson. Ele serve para analisar a composição de certos odores, principalmente os sexuais. Se o gato franze o focinho, pode saber que esse tal de órgão de Jacobson está sendo usado. Um bom exemplo disso é quando o gato está sentindo o cheiro da famosa erva de gato (catnip). Ou ainda, o rastro do xixi de outro gato.


à
 Tato:



Uma das maneiras mais evidentes que o gato demonstra o tato é justamente quando ele se esfrega/esbarra nas pessoas, outros animais e objetos. Para um recém-nascido, que é cego, incapaz de farejar e tem os ouvidos fechados, esse é o sentido vital para reagir às vibrações da mãe quando ela o chama para se alimentar.

à Paladar:

Lembre-se da dieta! Lembre-se da dieta! Lembre-se da dieta! | Taí uma coisa que pessoalmente acho MUITO difícil de acontecer...
Fato: Gato é um saco para comer. Ao contrário dos cães, eles não vão aceitar se você der... Sei lá, a fatia de calabresa da pizza. Pode ser que aceite, mas é mais difícil. (E aconselho não dar nenhum tipo de carne frita, seja para gato, seja para cachorro. Tenha sempre em mente que, se não faz bem para a gente, imagina para eles? - Lembre-se que sempre falam de gente que tem colesterol alto e é cliente assíduo de churrascaria, por exemplo.). O paladar dos gatinhos é aguçado e, assim como acontece com a gente, é graças às papilas gustativas na língua. É sabido, hoje em dia, que os gatos têm alguns nervos condutores de sabores doces e a tendência desse número é a de aumentar à medida que compartilhamos a casa e nossos hábitos e, consequentemente, guloseimas doces. Ah! Nunca, sob nenhuma hipótese, dê chocolate ao seu pet. O cacau contém uma substância venenosa para eles.


à Audição:


Os gatos conseguem identificar a origem dos sons. Mas, ao contrário da nossa, eles captam altas frequências e, sendo assim, é muito aguçada. Na escala de alta frequência, os gatos têm ampla vantagem, alcançando os 60 kHz, superando até mesmo os cães. Os gatos podem ouvir até duas oitavas acima dos humanos (20 kHz) e meia oitava além dos cães. Quando detectam um som, as orelhas do gato imediatamente voltam-se para o ruído. Os gatos podem precisar com margem de erro de 7,5 cm a localização de uma fonte sonora a um metro de distância. Trinta e dois músculos individuais na orelha os permitem ouvir direcionalmente. Os gatos podem mover uma orelha independentemente da outra. Diferentemente dos humanos, os gatos têm sua orelha coberta interna e externamente por pelos. Quando está enojado ou atemorizado, o gato instintivamente abaixa as orelhas para trás da cabeça, cobrindo seus canais auditivos. Juntamente com esta ação, arrepia seus pelos, coloca as garras para fora e emite um som ameaçador com a boca, deixando os dentes à mostra. (Extraído: Wikipedia)

Já perdi a conta de quantas vezes, nesses quase dois anos, a Vivi estava dormindo e, de repente, se levantou e ficou alerta. Querendo ou não, isso serve como um aviso de que minha mãe chegou em casa.

Uma curiosidade que vi: Gatos brancos de olhos azuis podem ser surdos. (Não é regra!)


Bom, é isso. Além da Wikipedia, outra coisa que me ajudou e muito a montar esse post foi um manual que minha mãe comprou, da Publifolha. Se quiser, este aqui é o link.

Até a parte dois ;*